Resenha: o novo álbum do Foo Fighters é a virada que a banda precisava
Onze faixas que equilibram luto, energia de garagem e os refrões de estádio que viraram marca registrada.
Existe um momento, mais ou menos na metade do novo disco do Foo Fighters, em que a banda parece finalmente respirar. É o instante em que o álbum deixa de ser um exercício de resistência e vira um trabalho de reconstrução.
Produção crua, no melhor sentido
A escolha por gravar quase tudo ao vivo no estúdio deixou marcas: há ruído de amplificador, contagem de baqueta e um baixo que ocasionalmente sai do lugar. E é exatamente isso que faz funcionar.
Destaques
- Faixa 2 — o riff mais direto que a banda escreve desde 2007;
- Faixa 5 — balada que evita o clichê pela produção contida;
- Faixa 9 — os sete minutos mais ambiciosos do disco.
Nota Rock Fervor: 8,5/10. Um disco que envelhece bem e que nos shows deve ganhar ainda mais corpo.
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